• Waleska Resende

Aceita que dói menos

Temos conversado tanto sobre resiliência e como sobreviver às adversidades que acontecem em nossas vidas, que tornou-se inevitável abordar a antifragilidade. É um conceito desenvolvido por Nassim Taleb, professor de risco na Universidade Politécnica de Nova York, considerado uma das grandes referências em mercado financeiro.

Com base na aceitação consciente da existência de fatores ambientais inesperados, acontecimentos aleatórios, não previstos, conseguirmos compreender os benefícios dessas ocorrências e utiliza-las para nosso aperfeiçoamento pessoal.


Sim, sabemos que problemas acontecem todos os dias e conseguimos até prever alguns contratempos. Via de regra, não se trata de "se acontecer", mas de "quando vai acontecer". Por conhecemos os riscos de algumas rotinas, planejamos como nos prepararemos para lidar com eles. Não à toa elaboramos planos de contingência para quase todos os processos com os quais lidamos. Entretanto, não é a esse tipo de evento que aplicamos resiliência ou conduta antifráil. De jeito nenhum!

A antifragilidade está relacionada ao surpreendente. O caos remete a tudo que é inesperado, somente se apresenta diante da imprevisibilidade. Ser antifrágil é aproveitar os reflexos desses acontecimentos para desenvolvimento de competências e aprendizados, para que possamos nos transformar em uma melhor versão de nós mesmos. Daí vem a expressão “se beneficiar do caos”.


O antifrágil nasce então como uma mentalidade, uma nova maneira de encarar e se comportar diante das adversidades. Não significa, portanto, o oposto de frágil, já que não se refere a força ou resistência, simplesmente. Não é sobre resistir, suportar eventos extremos sem se alterar ou voltar ao seu estado natural, pois isso não geraria os benefícios do caos, o desenvolvimento pessoal.


Trata-se de enfrentar esses eventos aleatórios sem se esquivar, esconder suas fraquezas ou se proteger das mudanças que decorrerão deles. É, de fato, encarar tais situações com naturalidade e como fonte de aperfeiçoamento. Segundo Nassim, há muitas coisas que derivam do estresse. Entretanto, focamos nos fatos e deixamos de observar os seus valiosos efeitos, sobretudo na evolução pessoal.


Você já parou para refletir sobre a implicação do desenvolvimento desta competência para você como profissional? Consegue perceber que as pessoas são contratadas pelo perfil e demitidas pelo comportamento?


Vivemos numa sociedade extremamente competitiva. Estamos frequentemente sob prova. Somos avaliados desde o momento em que entramos numa organização. Postura, comunicação, apresentação, estilo, personalidade. Tudo é observado e avaliado. Absolutamente tudo! De expressão corporal a conversas informais. Até mesmo suas redes sociais são analisadas. Não sabia? É, classmate, bem-vinda à realidade!


A inteligência emocional já é uma competência avaliada em processos de seleção de talentos. Entretanto, muito mais do que reconhecer e avaliar seus sentimentos e os dos outros (e aprender a lidar com eles) é necessário ter a capacidade de superar os desafios daquilo que te surpreende. Saber trabalhar sob pressão, lidar bem com ambientes estressantes e com a dinâmica do mundo globalizado, ter capacidade de improvisação, trabalhar com o conceito de entrega de valor são itens essenciais para as organizações. Tudo isso resume-se em que? o que acha? Sob meu ponto de vista: resiliência, antifragilidade.


Eu costumo afirmar que a mentalidade antifrágil vem associada ao desenvolvimento do conceito de resiliência, considerando sua essência e seus pilares. Entendo como a complementação do processo, como a finalização desse ciclo. Hoje, não consigo mais disassociar uma coisa da outra. Da mesma forma que é impossível voltarmos ao modo analógico, você precisa buscar desenvolver seu potencial de resiliência e se aproximar, cada vez mais, do antifrágil.


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