• Waleska Resende

Resumo de um despertar

Atualizado: Mai 1


Obviamente não cabe aqui uma retrospectiva de toda a minha vida. Seria extremamente cansativo e nada interessante falar de todas as angústias e escolhas erradas que fiz na minha juventude. O fato é que depois de perceber a dimensão das minhas recorrentes decisões equivocadas e do meu fracasso generalizado, decidi retomar minha vida acadêmica, formando-me em Administração no fim de 2006. Quanto conhecimento acumulado, quantas pessoas novas entraram e quantas outras saíram da minha vida... Quantas descobertas e expectativas para o futuro...


Sonhei em fazer muita coisa, planejei tornar-me empreendedora, montar uma ONG voltada para a a valorização do ser-humano, mas nunca concluí uma ideia que acreditasse valer à pena, comercialmente. Segui fazendo alguns cursos, começando projetos que ainda não foram concluídos, motivada pela minha zona de conforto. Sendo funcionária pública pago as contas. Por isso, vinha mantendo, confesso, a premissa de valorização da estabilidade. Desta forma, nada do que sonhei na faculdade saiu do papel. Até agora.

Se você me pedir para falar sobre um defeito, sobre algo que detesto em mim, acabarei esbarrando na previsibilidade. Sempre fui muito previsível em algumas questões. Nunca gostei de experimentar comidas novas, nem de surpresas. Ainda digo que não gosto das coisas sem nunca ter provado. Nunca gostei muito de mudanças, tenho amigos de infância, brigo por eles. Nunca planejei grandes guinadas de vida. Era resistente a tudo relacionado a redes sociais e tecnologia. Recusava-me a utilizar um celular touch screen. Acreditam? Redes sociais? Que grande besteira, onda passageira. Skype, Facebook, Instagram? Nem queria saber. Utilizava o MSN ou SMS para interagir com as pessoas, principalmente meu crush que virou meu amado-marido-companheiro-parceiro. Mas era apenas isso, ficava de fora das melhores resenhas e dos grupos digitais. E, assim, mantinha-me distante de toda essa revolução, concentrada na minha grande vontade de fazer diferença no mundo, mas sem saber como realizar esse sonho. Enfim.


O curioso é que sempre fui do tipo que incentiva os amigos a irem mais longe, a buscarem seus sonhos e desafiarem as fronteiras e limitações existentes. Meu lema sempre foi: "tente, tente de novo e mais uma vez, não tenha medo, o desconhecido pode ser maravilhoso, o céu é o limite". De certa forma, sempre invejei esses corajosos, mas nunca me percebi verdadeiramente disposta a mudar minha vida. Até pouquíssimo tempo atrás!

Eu sou uma pessoa inteligente e que aprende muito rápido. Eu deveria ter percebido há mais tempo o quanto era inevitável mergulhar nesse universo digital. "Antes tarde do que nunca", já dizia a minha vó Lia. E agora? Impensável voltar atrás, pois não existe mais outro mundo. Impossível avançar sem me ressignificar. Todas as mídias sociais passaram a fazer parte da rotina de todas as empresas, inclusive as públicas. Todas as políticas de Marketing estão voltadas para o digital. As plataformas de vendas, de reformulação de canais de atendimento, de pós-venda e encantamento do cliente tem seu escopo baseado na conectividade. E eu, parada no tempo. Como sair da era jurássica e me atualizar? Como recuperar o tempo perdido?

Fui despertada para a exigência de me inserir nesse novo mundo de interações digitais. Mais do que isso: fui violentamente sacodida pela necessidade de romper com minhas "convicções" e buscar um novo sentido para minha carreira e minha vida pessoal. E que surpresa boa: experimentar é bom, ver coisas novas é instigante, vivenciar novos modelos de gestão e redirecionar a minha curiosidade está sendo fantástico! E é tão divertido!

Descobri não só o que é meme, fake news, digital influencers e redes sociais, mas também como desenvolver talentos que eu sequer imaginei possuir. Reencontrei a mim mesma, meu propósito. É apenas o começo!




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